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20 de novembro de 2015

20 de Novembro Blog do Lu Cidreira Reproduzindo textos:

A consciência deve ser Negra e Branca! 

20 de Novembro Blog do Lu Cidreira Reproduzindo textos:


Consciência Negra: Zumbi e Palmares, a resistência negra contra a escravidão

O negro é uma folia/ de dores e sentimentos/ é corpo velho salgado/ é jovem querendo vento/ é busca de liberdade/ em canto, guerra e lamento” (Como negro – Paulo Ricardo de Moraes)
Os descendentes de Zumbi, como o poeta e jornalista Paulo Ricardo de Moraes, autor do poema Como Negro, publicado no livro O Garçom e o cliente – no Balcão do Naval, carregam o DNA libertário do último rei do quilombo dos Palmares. A luta de Zumbi pela liberdade absoluta atravessa mais de três séculos como uma das principais bandeiras de resistência à escravatura, à subjugação e à exploração da mão-de-obra.
Por isso, Zumbi e o quilombo dos Palmares continuam inspirando poetas e servindo de exemplo para novas frentes de batalha em busca da plena cidadania.
O quilombo dos Palmares não foi apenas uma “sociedade guerreira”. Foi também um tipo de organização social que se contrapôs ao modelo colonial imposto por Portugal ao Brasil. Essa república negra dentro do estado escravagista brasileiro nasceu com a fuga de 40 escravos de um engenho de Porto Calvo, no sul de Pernambuco. Depois de massacrar a população livre do engenho, eles se afastaram da Zona da Mata, e chegaram à Serra da Barriga, região hoje pertencente a Alagoas, onde começaram a erguer Palmares.
No seu auge, o quilombo ocupou cerca de 27 mil quilômetros quadrados e teve 20 mil pessoas, que trabalhavam de forma coletiva. Estava localizada numa área fértil, banhada por rios, com flora e fauna variada. Sua população vivia em casas cobertas de madeira ou palha, espalhadas em vários núcleos habitacionais (mocambos).
Os quilombolas de Palmares produziam milho, batata-doce, mandioca, feijão e banana e também se dedicarem à caça, à pesca e à criação de galinhas e suínos.
Além disso, dominavam a técnica da metalurgia e alguns eram artesãos.
Zumbi nasceu em um dos mocambos que formavam Palmares. Segundo historiadores, ele foi capturado recém-nascido por uma das diversas expedições militares feitas para dominar o quilombo. Em 1655, de acordo com livros que reconstituem a história do quilombo, Zumbi foi dado ao padre Antonio de Melo, do distrito de Porto Calvo. Passou a ser chamado de Francisco, foi alfabetizado e chegou a estudar latim. Embora fosse bem tratado pelo religioso, que o fez coroinha aos dez anos, Zumbi fugiu com um grupo de escravos e retornou a Palmares em 1670.
De volta ao quilombo, narram os historiadores, Francisco se desfaz do nome cristão – símbolo de sua condição escrava – e passou a se chamar Zumbi – palavra de origem africana que significa “Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”.
Embora tivesse apenas 15 anos, ele começou a se destacar como chefe militar, o que o levou depois ao mais alto posto: o de rei de Palmares. Zumbi substituiu Ganga Zumba, deposto por ter assinado um acordo de paz com a Coroa portuguesa. O jovem guerreiro foi contra esse pacto, por entender que os brancos não iriam cumpri-lo.
Sob o comando de Zumbi, Palmares também rejeitou o acordo de paz proposto pelo rei português Pedro II, em 1685. O monarca chegou a enviar carta ao líder negro, na qual reconhecia as maldades praticadas por alguns senhores em desobediência às suas ordens.
Enquanto isso, permanecia o cerco permanente a Palmares e a caça a Zumbi. Os senhores de engenho da região jamais se conformaram com a existência do quilombo, com sua prosperidade e sua organização social. Em 1693, o paulista Jorge Velho, conhecido pela brutalidade com que caçou índios durante o movimento das bandeiras, organizou uma expedição para atacar Palmares, que foi dominado em 1694.
Zumbi conseguiu sobreviver ao ataque e se escondeu na mata. Em 20 de novembro, ele foi atingido com uma punhalada desferida pelo mulato Antônio Soares, que até então era de sua inteira confiança. Soares foi capturado pelos expedicionários, torturado e recebeu a promessa de ganhar a liberdade se levasse o grupo de paulistas até o esconderijo do líder negro. Ferido, Zumbi acabou morto pelos expedicionários. Seu corpo foi levado para Porto Calvo e decapitado por ordem do governador da capitania de Pernambuco, Melo e Castro.
A cabeça de Zumbi foi salgada e espetada num pedaço de pau na principal rua de Porto Calvo, onde ficou até se decompor por inteiro. A luta do líder negro e de Palmares, entretanto, atravessou o tempo e foi definitivamente resgatada a partir de 1971, no Rio Grande do Sul, pelo poeta negro Oliveira Silveira.
Herói da luta contra a escravidão, Zumbi segue habitando o imaginário de seus descendentes e levando-os a louvar a resistência negra no Brasil:
“O negro é como uma folha/ que responde a ventania/ balança, dança e não morre/ tem a briga por mania/ é lindo que só o tempo/ é feito de poesia…” (Como negro – Paulo Ricardo de Moraes)
Fonte: www.ecodebate.com.br

Por Guará e Tatiana Matos
CONSCIÊNCIA

Nesse dia 20 de Novembro de 2013, quando se comemora mais um dia da Consciência Negra ou a lembrança de Zumbi dos Palmares, preferi reproduzir o texto de uma "mulher pra caramba"! 

Tatiana Mattos Ferreira é uma neguinha super consciente e inteligente, trabalhadora, feliz da vida, dona do próprio nariz e valente pra cacete! Não perde tempo procurando caos para reclamar ou obter vantagens através das "cotas" diversas. Nega-se à submissão ao julgo dos "senhores-modernos-hipócritas-políticos-financeiros".

Essa Tati não quebra nenhum barraco, mas chuta bem pra longe os que insistem em criar linhas demarcatórias étnicas!

VAMOS AO TEXTO:

"Está faltando pouco para eu escrever um post daqueles sobre feriado do dia da consciência negra. Não sobre o que ele representa em si, mas sim sobre ser ou não feriado e toda esta polêmica. Possivelmente considerando a minha etnia vou causar surpresa a alguns a até revolta a outros....neste caso, já que terei muitos juízes e quem sabe já não aproveito e escrevo sobre as cotas por etnias. "Hashtag acordanegritude"...estamos fazendo isto certo? Ou fortalecendo ainda mais o preconceito?

Quero sim uma cidade consciente quanto a igualdade. E friso IGUALDADE, vejo anualmente vários eventos organizados por de descendentes de japoneses, poloneses, ucranianos etc..difundindo cultura, história e mostrando a cara, ensinando aos pequenos a orgulhar-se de suas raízes e tomando para si a parte que lhes cabe na construção de um lugar melhor.

Os filhos e netos do holocausto aprenderam muito com as mazelas, superação. Enfim.. E nós negros, será que estamos falando do preconceito alheio ou do nosso próprio? Será que Zumbi se orgulharia de nós culpando a história, apontando todos os motivos para sermos sempre as vítimas? Orgulho meu povo! ESQUECER NUNCA, SUPERAR SEMPRE! E não será um feriado aceito de muita má vontade, tirado com todo prazer, misturando politica e interesses que vai me fazer lembrar dos meus antepassados.

Conheço minha história e lembro dela a cada vitória, a cada conquista! E penso que foi para me ver de cabeça erguida que meus antepassados lutaram!

Tenho orgulho de continuar meu caminho, com a certeza que apenas eu sou responsável pelo meu fracasso ou sucesso. Não quero ouvir ninguém falando "alem de cotas os negros querem feriado". Dia da Consciência Negra, semana, mês... Sim vamos fazê-los com eventos, divulgação e orgulho. Muito orgulho!

APRENDA COM O PASSADO E CONSTRUA SUA NOVA HISTÓRIA FILHO DO QUILOMBO!".
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Por: Tatiana Mattos Ferreira
(https://www.facebook.com/tatiana.mattosferreira)

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.