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7 de abril de 2016

O Aprendizado do Trabalho em Grupo


O professor pode ensinar a turma a cooperar, escolher e decidir ao mesmo tempo em que dá conta dos conteúdos das disciplinas
Na família e na vida profissional e social, é preciso saber se expressar, consultar, questionar, fazer planos, tomar decisões, estabelecer compromissos e partilhar tarefas. Essas ações, envolvendo aspectos práticos, éticos e estéticos, podem ser relativamente simples, como é o caso de escolher o que preparar para uma refeição ou um trajeto. Outras vezes, são complexas, como estabelecer prioridades num orçamento e atribuir responsabilidades na realização de um projeto. Na escola, atividades em grupo qualificariam para desafios como esses, tão necessários na vida social. Mas isso frequentemente esbarra em obstáculos.
"Para promover a autonomia, é preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas."
Quem acha que o papel do professor é só "passar" conhecimentos talvez veja a aprendizagem ativa e interativa como um devaneio teórico ou como ilusões de certas propostas pedagógicas. Isso, na prática, reduz o ensino à instrução individual em massa, quando as classes não são coletivos de trabalho cooperativo. Essa visão leva a uma prática em que só o professor tem a palavra e a interação dos estudantes é desprezada. Por isso, as turmas são simplesmente reunidas - não se pensa em construí-las. Atitudes dessa natureza, aliás, têm o respaldo de famílias que veem um convite à diversão quando se abre espaço à participação dos filhos.
Já quem reconhece a importância dessa participação ativa e interativa e se dispõe a promovê-la em situações reais enfrenta bem o desafio de colocá-la em prática mesmo em classes numerosas - como mostrou a reportagem Como Agrupo Meus Alunos?, capa da edição de março de NOVA ESCOLA. Para promover a autonomia, não bastam materiais didáticos e um professor protagonista. É preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas, pois todos devem estar motivados e conscientes do sentido delas.
Para isso, cabe ao professor atuar com seus colegas e com a coordenação pedagógica, aliás, com a mesma dinâmica que pretende propor em sala de aula. Além de se perguntar "de que forma a atividade em grupo melhora o ensino da minha disciplina?", é necessário formular outra: "De que forma minha disciplina pode promover nos grupos a aprendizagem cooperativa?" Sim, é possível também ter a disciplina a serviço dessa formação coletiva e não apenas o inverso. Com isso, tem-se o foco na aprendizagem e no desenvolvimento da turma, não somente no ensino de conteúdos.
É claro que nem tudo deve ser feito de forma coletiva, pois são igualmente essenciais a exposição do professor e tarefas individuais de crianças e jovens, mas é preciso compor esses momentos articulando com coerência as ações pessoais e coletivas. Essa construção conceitual e afetiva depende do trabalho em grupo, em que se desenvolvem afinidade e confiança, identificam-se potencialidades e aprende-se com os demais. Com a diversificação do planejamento, são contempladas as diferentes necessidades e propensões dos alunos. Não só na rede pública, mas especialmente nela, os mais beneficiados por essa construção são os que vêm de contexto cultural limitado, sem outras oportunidades que não as da escola para a sua emancipação.
As boas escolas desenvolvem práticas apropriadas a cada faixa etária. Isso porque é bem diferente desenvolver conteúdos de instrução em atividades cooperativas se for uma classe de alfabetização com professora única ou se for uma sala de adolescentes com vários professores de disciplinas. Mas a prática faz sentido desde a Educação Infantil até a pós-graduação. Aliás, logo mais estarei com quase 40 mestrandos, que não esperam minha chegada para começar a aula. Já estarão discutindo as leituras da semana em seus grupos de referência. Atitudes semelhantes podem ser encontradas em diferentes cursos, famílias e empresas, mas sempre em coletivos que valorizem a autonomia e a cooperação.
Por Luis Carlos de Menezes
Fonte: revistaescola.abril.com.br

7 comentários :

  • Pedro Luis López Pérez says:
    18 de setembro de 2012 07:55

    La Participación y la autonomía deben de ser primordiales en la Educación Moderna.
    Un abrazo, Lu.

  • Olinda Melo says:
    18 de setembro de 2012 13:48


    Olá, Lu Cidreira

    Realmente o trabalho de grupo só traz benefícios, pois não só potencia a troca de ideias e interacção em termos de transmissão de conhecimentos como também a camaradagem e a amizade.

    Também é verdade que há trabalhos que devem ser feitos individualmente, pois o aluno tem de ser avaliado sob esta faceta. Na vida há ocasiões em que temos de tomar decisões e temos estar treinados para isso.

    Abraço

    Olinda

  • Mery says:
    18 de setembro de 2012 19:46

    Uma boa aula tem que ser dinâmica... O professor tem que interagir com a turma:
    "a participação de todos é importante!
    "professor e aluno juntos "sem chance de aluno entrar mudo e sair calado "é imprescindível o grupo...
    Ah, tô enrolada aqui, por isso "desconcentrei.
    Gostei do tema q abordaste.
    É a minha área "o meu trabalho por isso...
    beijinhos
    / só tenho um Blog "alguém anda me clonando.
    Mery/ Rio de Janeiro

  • Geyme Lechner Mannes says:
    20 de setembro de 2012 13:38

    E viva o espírito de equipe! Nao só nas salas de aulas, mas em toda (e principalmente) a sociedade... O individualismo deveria ser deixado de lado para se praticar um pouco mais de cooperativismo!
    A atenção pessoal é importante, mas o ser humano tem a propensão a achar que o mundo gira ao redor dele, rsr
    Nao sei o que é pior ou melhor, mas sei que a tarefa do professor não é nada fácil, aliás, o ser humano desde cedo, é o animal mais complicado que existe, não é fácil administra´-lo, rsr

    Abração!!!

  • Anne Lieri says:
    20 de setembro de 2012 18:31

    Lu,falo disso tb em meu blog hoje...rss...olhares!A maneira de olhar as coisas!E o professor tem que saber ensinar o aluno a olhar as coisas de diversos pontos de vista e interagir com tudo!Õtimo texto!bjs,

  • Rosangela Vali says:
    21 de setembro de 2012 15:04

    Olá...gostei muito do seu blog.Parabéns pelo trabalho e postagens.Estarei sempre por aqui.
    Conte comigo!
    Bom final de semana!
    www.rosangelaprendizagem.blogspot.com
    www.rosangelavalipsicopedagogia.blogspot.com

  • Marcos Mariano says:
    21 de setembro de 2012 22:05

    Lembro da época do colégio, eu tinha um grupo que era constituído pelos mesmos integrantes desde a 6° série até o termino do ensino fundamental, fazíamos praticamente tudo juntos, ops os trabalhos em grupo sempre eram motivados com algum tipo de premiação, o que nos estimulava ainda mais, pois aprendíamos não só na parte didática, como também na vivencia.

    Ótima sua matéria Lu, pena que vemos pouco disso no ensino falido da Educação desse país.

    Abraços

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.