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19 de novembro de 2016

CONSTITUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA


A população brasileira foi formada a partir de três grupos fundamentais: o branco europeu, o negro africano e o ameríndio.
Antes da chegada dos portugueses, o território era habitado por milhares de povos indígenas (sobretudo dos grupos tupi e jê ou tapuia).
A partir da colonização, a maior parte da população indígena foi exterminada, dela restando hoje apenas alguns milhares de indivíduos, aproximadamente 250 mil índios.
Os negros africanos, pertencentes sobretudo aos grupos bantos e sudaneses, foram trazidos como escravos para trabalhar na agricultura (cana-de-açúcar, café) e na mineração (ouro e diamantes). Além dos portugueses, outros europeus também contribuíram para a formação da população brasileira , através da imigração, principalmente a partir de 1850 (alemães, italianos, espanhóis).
A miscigenação desses três grupos étnicos deu origem aos mestiços: mulatos (descendentes de brancos e negros), caboclos (de brancos e ameríndios) e cafuzos (de negros e ameríndios). Há ainda uma parte formada por descendentes de povos asiáticos, especialmente japoneses.
Para a formação do contingente populacional do país, a imigração em si pouco representou (pouco mais de cinco milhões de indivíduos, desde a Independência, dos quais 3,5 milhões permaneceram no país) e praticamente cessou a partir do final da segunda guerra mundial.

Língua

Apesar da enorme extensão territorial, o português firmouse como a língua falada no Brasil, embora com ligeiras variações do português falado em Portugal.
Levando em conta as condições naturais e históricas, e as diferenciações resultantes das características culturais regionais, o português falado no Brasil é basicamente o mesmo em todo o território nacional, não se verificando a ocorrência de dialetos, mas tão-somente de variações regionais, como, por exemplo, o português falado no Rio Grande do Sul ou em algum estado do Nordeste.

Densidade Populacional

Estrutura demográfica
O Brasil é o país mais populoso da América Latina e um dos dez mais populosos do mundo (aproximadamente 193 milhões de habitantes em 2007).
A população brasileira está distribuída desigualmente: a densidade demográfica da região Sudeste é mais de onze vezes maior que a da região Centro-Oeste; e a da região Sul é quase quinze vezes maior que a da região Norte. Até a década de 1950, a maior parte da população se encontrava no campo, dedicada às atividades agropecuárias.
A partir dessa época, com a crescente industrialização, a tendência se inverteu, e, atualmente, mais de setenta por cento concentra-se nas cidades, principalmente as litorâneas como retrata o mapa a seguir, o litoral é densamente povoado,enquanto o interior é fracamente povoado.
O crescimento demográfico também aconteceu de forma desigual. No final do século XVIII, o Brasil possuía pouco mais de dois milhões de habitantes. Na época da Independência, cerca de 4.500.000, para chegar a sete milhões em 1850. O primeiro censo demográfico realizado no país revelava uma população de 9.930.478 habitantes. No final do século XIX, pouco mais de quatorze milhões e, em 1900, exatos 17.438.434 habitantes.
No século XX, o ritmo do crescimento aumentou: de acordo com os censos demográficos, 30.635.605, em 1920; 41.236.315, em 1940; 51.944.397, em 1950; 70.070.457, em 1960; 93.139.037, em 1970; 119.002.706, em 1980; 146.825.475 habitantes em 1991. Para 1993, a população estimada era de 151.571.727 habitantes. A dinâmica demográfica do país, que vinha se caracterizando por uma alta taxa de crescimento, na década de 1990 já apresentava uma tendência declinante.
Em 1800, os negros eram 47% da população, contra 30% de mulatos e 23% de brancos. Fatores como, por exemplo, a proibição do tráfico de escravos (1850), a elevada mortalidade da população negra, o forte estímulo à imigração européia (expansão cafeeira), além da intensa miscigenação entre brancos e negros, alteraram profundamente a composição étnica da população brasileira .
Em 1880, os negros estavam reduzidos a 20% da população, contra 42% de mulatos e 38% de brancos. Daí em diante, ocorreu a diminuição constante da população negra e aumento progressivo da população branca (intensificação da imigração européia, após a Abolição da Escravidão). Em 1991, os negros eram apenas 4,8% da população total, contra 55,2% de brancos e 39,2% de mestiços.
Os dados estatísticos fornecidos pelo recenseamentos gerais são relativamente precários e, até mesmo, omissos. No censo demográfico de 1970, por exemplo, no auge de regime militar, não há nada relativo aos negros e aos índios. Por quê? Manobra estratégica do governo para impedir a conscientização ou atuação de grupos étnicos minoritários?
Os números oficiais, principalmente os que se referem a brancos e negros, são passíveis de questionamento.
O primeiro recenseamento oficial no Brasil só foi realizado em 1872, ou seja, 372 anos após a chegada dos portugueses e cinqüenta anos após a Independência do país.
Há muita controvérsia com relação ao número de negros que entraram no Brasil, o mesmo ocorrendo com relação à população indígena que habitava o país na época da chegada dos colonizadores.
A ideologia do branqueamento, imposta pelo europeu, apregoando a superioridade do branco (quanto mais branco, melhor) fez com que muitos indivíduos de ascendência negra passassem por brancos nos recenseamentos, a fim de obter maior aceitação social.
Fatos como esse permitem supor que os números mostrados são exagerados para mais, em relação aos brancos, e para menos, em relação aos negros.
A ideologia do branqueamento nada mais é que um modelo discriminatório, de natureza racista, criado pelas elites dominantes para marginalizar os negros, impedindo-os de obter ascensão social, econômica e cultural. O branqueamento teve importância decisiva no processo de descaracterização (enquanto raça) e no esvaziamento da consciência étnica dos negros.
O mulato, produto da miscigenação entre brancos e negros, constitui importante exemplo do poder de influência da ideologia do branqueamento. Por mais claro e mais bem-aceito socialmente que o negro, o mulato passou a se considerar superior ao negro, assimilando, com isso, a ideologia do branqueamento.

Crescimento da população em 2020

O Brasil deve chegar ao ano de 2020 com uma taxa média de crescimento populacional de apenas 0,71% ao ano.
A constatação faz parte da publicação Estatísticas do Século XX, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o documento, desde 1970, quando o Censo revelou que a população brasileira era de 93,1 milhões de habitantes, houve crescimento de 82%.
Ao longo do Século XX, a população tornou-se quase dez vezes maior. O Censo de 1900 contou mais de 17,4 milhões de pessoas. Em 1950, a população triplicou, passando a 51,9 milhões e, na segunda metade do século, mais que triplicou.
Em 2000, havia 169,5 milhões de brasileiros. De acordo com a publicação, a taxa média de crescimento da população no século passado foi de 2,91% ao ano, nas duas primeiras décadas, caindo para 1,49% nas duas décadas seguintes.
A partir da década de 40, o ritmo de crescimento da população voltou a se intensificar, chegando a um pico histórico de 2,99% ao ano entre 1950 e 1960, antes de declinar para o seu valor mínimo de 1,63%, na década de 90.
Segundo o IBGE, responsável pelo estudo, tudo indica que a trajetória descendente deverá permanecer no futuro, até chegar à taxa de crescimento populacional projetada para 2020: 0,71% de média anual.
Fonte: www.portalimpacto.com.br

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