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30 de janeiro de 2017

Êxodo Rural

Muito interessante esse estudo feito pelos autores, define muito bem a realidade dos últimos anos em nosso pais. E, por consequência as capitais e cidades maiores estão inchadas e sem condições de oferecer moradias e trabalho a todos, dai a proliferação de favelas e invasões.


Êxodo Rural é um tipo de migração, onde a população rural desloca-se para os centros urbanos de forma desordenada, e isso tem como resultado vários problemas sociais.

Causas e consequências

Com Referencia às causas, de início, podemos fazer uma colocação de que o Êxodo Rural parece ser uma das maiores transformações que ocorreu, com efeito, negativo no Brasil.
Nos últimos 40 anos, a população brasileira inverteu sua localização. Hoje mais de 75% da população vive em meios urbanos. Destes, mais de 15 milhões são migrantes de outras regiões do Brasil, onde famílias inteiras, vindas dos quatro cantos do país, chegam aos grandes centros, na ilusão de uma vida melhor.
O efeito cruel e dramático da imigração do homem do campo para as cidades parece vir de várias causas, como a seca que castiga algumas regiões do país, os incentivos agrícolas que não chegam ou são até cortados, os baixos preços de produtos agrícolas, a política agrícola do governo que visa incentivar a produção de produtos destinados à exportação Ale do efeito atração que os meios de comunicação social apresentam as cidades como fontes da realização dos desejos.

Consequências do Êxodo rural

No que diz respeito às consequências estamos presenciando diariamente o aumento da violência, não só nos grandes centros, mas em todo o país de uma forma geral. È o resultado de um desequilíbrio demográfico causado principalmente pela evasão do campo, onde uma das instituições mais importantes é afetada, ou seja, a Família base da sociedade. As relações sociais mudam. As pessoas não se conhecem mais, não se importam com as dificuldades alheias, o relógio determina o ritmo da vida, escravizando as pessoas. As famílias já não encontram mais momentos para se reunir, pois cada membro trabalha em horários diferentes.
Com uma formação escolar muito baixa ou às vezes sem saber ler as pessoas oriundas da agricultura, não encontrará um bom emprego. A mulher trabalhara de diarista ou lavadeira, que na maioria das vezes não tem acesso aos benefícios das leis trabalhistas. Os filhos, mesmo em idade escolar, são forçados a trabalhar para ajudar no orçamento da família, renunciando aos estudos e o que é mais grave, à sua própria infância, os menores de seis anos tornar-se-ão, na maioria das vezes, meninos ou meninas de rua. Esse fato é um círculo vicioso que cada vez mais toma proporções maiores. Diante disto, se faz necessária a ampliação do debate sobre a fixação do homem no campo.
Giovani Marcos Fantin
Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br
Êxodo Rural
O Êxodo Rural é um dos maiores responsáveis pelo crescimento desordenado, principalmente dos grandes centros urbanos, onde famílias de agricultores saem do campo sem ter a menor capacidade de competir no mercado de trabalho, se tornando na maioria das vezes marginalizados pela sociedade, e consequentemente fazendo engrossar cada vez mais as periferias.
Os principais motivos que fazem com que grande quantidade de habitantes saia da zona rural para as grandes cidades são:
a) busca de emprego com melhor remuneração;
b) inovação tecnológica e mecanização agrícola da produção rural que substitui a mão-de-obra;
c) fuga de desastres naturais (secas, enchentes, etc.);
d) baixa qualidade de ensino; e
e) péssimas condições de infra-estrutura e serviços (hospitais, transportes, educação, etc.).
Êxodo Rural provoca sérios problemas sociais, estruturais e econômicos para os lugares onde os “retirantes” se deslocam e, na maioria das vezes, estes se deparam com problemas piores que aqueles enfrentados em sua terra natal. De fato, nos últimos 40 anos, a população brasileira inverteu sua localização. Hoje mais de 75% da população vive em meios urbanos. Destes, mais de 15 milhões são migrantes de outras regiões do Brasil, aonde famílias inteiras, vindas dos quatro cantos do país, chegam aos grandes centros, na ilusão de uma vida melhor.
Essa realidade se deve principalmente à Revolução Verde, braço na Revolução Industrial no campo, que teve seus reflexos mais drásticos a partir dos anos 1930.
Nas décadas de 50 e 60 do século XX, acentua-se a crise do setor rural, consequência do processo de industrialização do País, dentro da estratégia de substituição de importações.
O modelo de produção familiar era prejudicado, principalmente, devido:
a) à falta de subsídio e crédito, contrapondo-se ao excesso de privilégios para o setor industrial urbano, para o qual os recursos provenientes da agricultura eram canalizados; 
b) 
confisco cambial, câmbio sobre valorizado e outros impostos indiretos; e 
c)
 à queda dos preços dos produtos agrícolas, manipulados intencionalmente para controle das taxas de inflação, refletindo na queda de preços dos produtos da cesta básica; inclusive, perpetuando-se até aos dias atuais, com uma pequena recuperação nos dois anos recentes, em face de um novo modelo energético que se deslumbra e de novos consumidores de países em desenvolvimento.
Por esses motivos, a partir dos anos 1960, os grandes proprietários de terra, passaram a investir na indústria, relegando às atividades agrícolas, um papel secundário.
Esse fato pode ser justificado pelo papel imposto ao setor agrícola: fornecer capital e divisas para a expansão do setor industrial. Ao mesmo tempo, ainda predominavam na agricultura brasileira, juntamente com os latifúndios improdutivos, com terras férteis, na mão de um número reduzido de grandes proprietários, as grandes propriedades agrícolas voltadas para a exportação; entretanto, apresentando baixo nível de aproveitamento do solo e de produtividade.
A política agrícola foi, e ainda é, direcionada por grupos de interesses, que dominam os processos de financiamento rural desde a pesquisa à concessão do crédito.
Assim, verifica-se nesse mesmo período, a exigência de excessivas funções e contribuições pelo Governo, e também pela sociedade, do setor agropecuário brasileiro, particularmente nas décadas de 60 a 80 do século passado, tais como:
a) aumentar a produção e a produtividade;
b) ofertar alimentos e matérias-primas a preços decrescentes;
c) gerar excedentes para exportação ampliando a disponibilidade de divisas;
d) transferir mão-de-obra para outros setores da economia;
e) fornecer recursos para esses setores; e
f) expandir o mercado interno por meio da compra de produtos e bens industrializados.
Nota-se nessas funções:
a) o privilégio destinado ao setor industrial;
b) a despreocupação com a distribuição demográfica brasileira - privilegiando a metropolização; e
c) a ausência de preocupação com as consequências ambientais que acompanhariam tais metas.
Resumindo, a meta era o desenvolvimento econômico baseado no aumento do Produto Nacional Bruto (PIB), per capita, como sinônimo de desenvolvimento econômico, o qual sob esse ponto de vista, raramente contempla a
sustentabilidade.
No final da década de 80 do século passado passa a dominar como objetivo maior do modelo de produção e de desenvolvimento, a maximização econômica, com o aumento da competitividade por meio da modernização das tecnologias adotadas, entretanto, com um nítido apoio às grandes agroindústrias e empresas rurais, mantendo-se a estrutura fundiária extremamente concentrada.
Por esses motivos, o modelo de produção familiar, ficou desamparado. Como último recurso, a mão-de-obra abandonou o campo buscando emprego nas áreas urbanas. As consequências foram o aumento do êxodo rural e dos preços dos produtos da cesta básica, sem que tal aumento fosse em benefício do produtor. O direcionamento da pesquisa pública nesse período, também confirma o privilégio ao modelo convencional ou agroquímico.
Dessa forma, a insegurança da política agrícola, especialmente para aqueles produtores que se dedicam às culturas de subsistência; a falta de incentivos agrícolas que não chegam ou são até cortados; os baixos preços de produtos agrícolas; além do efeito atração que os meios de comunicação social apresentam as cidades como fontes da realização dos desejos; são os principais responsáveis pelo êxodo rural.
Dezenas de milhões de pessoas migraram dos campos para as cidades, em algumas décadas, sem que os governos locais estivessem dispostos a investir no atendimento das necessidades mínimas de saneamento e moradia para estas populações. Como são bairros carentes em hospitais e escolas, a população destes locais acaba sofrendo com o atendimento destes serviços. Escolas com excesso de alunos por sala de aula e hospitais superlotados são as consequências deste fato, além do aumento das taxas de violência.
O resultado final desse processo é o precarismo e a exclusão social que caracterizam grande parte do espaço urbano do país, com sua paisagem de favelas e bairros miseráveis. Formas tradicionais de vida rural e florestal foram destruídas sem que houvesse um esforço real de reincorporação destas populações, gerando as legiões de sem-terra e sem-teto que hoje se organizam para lutar por uma redefinição justa do seu lugar na sociedade e no território. Examinando este conjunto de transformações é possível definir, mesmo que de forma sintética, alguns dos traços básicos que caracterizam os padrões de consumo e produção nas décadas de implantação acelerada da modernização conservadora nos campos e nas cidades do país.
Fica evidente que a intensidade da migração depende de políticas públicas para a agropecuária e a população rural do país. Este apoio deve abranger desde a agricultura familiar até o agronegócio empresarial, pois explorando culturas próprias, todas as atividades são fundamentais na geração de empregos e fixação de agricultores no campo. As pequenas propriedades exercem papel essencial na produção de alimentos básicos para o abastecimento do mercado interno. Já a agricultura empresarial viabiliza a produção de grãos e carnes em grande escala, igualmente beneficiando o consumidor.
A solução para o problema discutido neste texto seria a criação de investimentos, e até mesmo subsídios, para manter os pequenos produtores no campo, já que os problemas sociais e econômicos gerado pelo esvaziamento do campo gerarão maiores gastos para o governo e para a sociedade como um todo. Com base em tudo o que foi dito até o presente momento, pode-se afirmar que a questão da sustentabilidade no Brasil não pode ser pensada com base nos mesmos padrões em que a discussão se dá nos países da Europa e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OECD, como regra geral. A necessidade central no caso do Brasil não é a de estabelecer metas agregadas de redução, mas sim adotar uma forte dinâmica política que transforme a estrutura social desigual, desequilibrada e predatória que vem sendo estabelecida nos diversos pontos do território. É preciso, em primeiro lugar, combater a insustentabilidade social.
Isso significa democratizar a renda e o acesso à terra, aos recursos naturais, aos serviços básicos e aos bens de consumo úteis. Um segundo movimento fundamental, na medida em que a cidadania e o senso de comunidade nacional se fortaleçam, é combater o desperdício, o elitismo, o descaso com o espaço comum e a alienação tecnológica que vem caracterizando a economia urbano-industrial no Brasil. Este segundo movimento deve inaugurar uma era de uso correto, responsável e cuidadoso, inclusive no aspecto da sua conservação, dos enormes recursos materiais e culturais presentes no território brasileiro, por exemplo, estimulando os modelos de produção agroecológicos. Ele não pode ser realizado, por outro lado, enquanto permanecerem os fortes elementos elitistas e antidemocráticos da formação social do país - tanto antiga, quanto moderna.
Maurício Novaes Souza
Aline Toledo da Costa
Fonte: permaculturabr.ning.com

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.